Diogo Pereira Forte, concedeu entrevista ao jornalista Arthur Garcia
Diogo Pereira Forte, concedeu entrevista ao jornalista Arthur Garcia
Na manhã desta terça-feira (06), o proprietário do veículo que atropelou e matou um jovem na Avenida Beira Rio, no dia 02 de setembro, concedeu uma entrevista ao vivo durante o Programa do Pop. A entrevista foi conduzida pelo jornalista Arthur Garcia e acompanhada pelo advogado Jonathas Peixoto. Diogo Pereira Fortes, alegou que estava no banco do carona e não viu que a condutora do veículo, uma amiga dele de 22 anos, havia atropelado uma pessoa. Diogo iniciou a entrevista pedindo desculpas à família de Frederico Albuquerque Siqueira Correa da Costa, 21 anos, que morreu após ser atropelado. “Eu gostaria de aproveitar e pedir publicamente desculpas à família, pedir que me perdoe, eu sei que não importa o que eu fale que não vai trazer essa pessoa de volta. Mas estou muito triste e minha família também está muito triste com tudo que está acontecendo”, disse. O proprietário do veículo, assumiu que no momento em que foi registrado o acidente, ele deveria estar trabalhando, e que teria saído para comer um lanche, onde acabou encontrando com amigos. “De fato eu deveria estar no meu emprego, sou funcionário público. Eu sai para comer um lanche, e encontrei uns amigos, e tudo acabou se estendendo para esse fato”, ressaltou Diogo, que afirmou ainda que não dirigia o veículo. Perguntado sobre o motivo pelo qual não parou para socorrer a vítima. Ele alegou que parou metros à frente, mas como não viu nada, decidiu por seguir viagem. O proprietário do veículo, afirma que não teria visto o que aconteceu. “Eu estava de cabeça baixa, comendo um lanche, só senti o impacto. Nós paramos metros à frente, eu olhei para trás. Quando uma pessoa é atropelada ela geralmente fica no meio da rua. Eu olhei para trás não vi nada. A pessoa que estava dirigindo o carro, falou que tinha batido em uma caminhonete. Eu tenho no meu coração a certeza de que eu não vi o que aconteceu. Ela também não viu. Eu vi pânico dela”. Depois da batida Diogo conta que deixou a amiga em casa e só depois teria visto os danos causados no veículo, indicando que algo grave havia acontecido. O para-choque ficou pelo caminho e o vidro do lado do passageiro, onde Diogo alegou ter ficado, estava quebrado. Diogo destacou que nem ele, e nem a jovem que dirigia o carro havia ingerido bebida alcoólica. Ele chegou a ligar para Polícia Militar, em busca de informação sobre o que teria acontecido. “Eu liguei algumas vezes, a ligação sempre caia. Os policiais faziam muitas perguntas, e teve uma vez que eu disse que uma amiga estava dirigindo, o que deu a entender que eu não estava no carro, mas eu não falei que estava (no carro) para encurtar a conversa. E todas as vezes que eu liguei, a informação era que não houve acidente”. Um dia após o fato, o proprietário do veículo voltou ao local do atropelamento. Ele diz que quando chegou a conveniência ficou sabendo que na verdade, ele e a amiga haviam atropelado uma pessoa. “Como de fato não sabia, o que tinha acontecido, fiquei com aquela coisa de querer saber a verdade, fui na distribuidora, e perguntei o que aconteceu. E me disseram que teve um atropelamento que o rapaz foi parar debaixo da árvore. Aí foi que eu fiquei sabendo que teve vítima fatal”. A jovem de 22 anos que dirigia o veículo, deve se apresentar nesta quinta-feira (08). Digo disse que no dia do atropelamento era a segunda vez que via a jovem, e não sabe dizer se ela é ou não habilitada. A entrevista completa pode ser assistida através do linK:https://fb.watch/fnjpDeqbqG/